Visita de estudo ao Parque Eólico de Espiga

A energia eólica é aquela que transforma um recurso natural inesgotável, o vento, em eletricidade, é uma contribuição sustentável e valiosa para o futuro. A construção de um parque eólico exige a instalação de aerogeradores em terra ou no mar, os quais passaram a fazer parte da paisagem nos últimos anos.

Os aerogeradores devem estar orientados na direção do vento (isso acontece graças ao aerogerador localizado na gôndola). A partir daí, a força das correntes de ar opera as três partes principais do aerogerador: o rotor, a caixa multiplicadora e o gerador.
Todas as turbinas eólicas do parque eólico estão ligadas por cabos subterrâneos que transportam a energia elétrica até à estação de conversão. A partir daí, é transportada através das redes de distribuição de diversas empresas elétricas para, por exemplo, residências, fábricas ou escolas.


A energia eólica oferece uma série de vantagens tanto para as empresas que nela investem como para a sociedade, ajudando a minimizar os efeitos das alterações climáticas:

ü Limpa - Por não necessitar de processo de combustão, é uma energia com baixas emissões de gases de efeito estufa (GEE), grande responsável pelo aquecimento global;

ü  Inesgotável - O vento é um recurso natural ilimitado, assim como a sua utilização, desde que haja correntes de ar suficientes;

ü  Barata - Tanto o kW produzido como os custos de manutenção são bastante baixos. Em áreas com ventos mais fortes, os benefícios são ainda maiores;

ü  Baixo impacto - Os parques eólicos são instalados após pesquisa e planejamento minuciosos. Além disso, são feitos esforços, para encontrar zonas despovoadas para evitar efeitos negativos sobre os habitantes;

ü  Criação de empregos verdes - De acordo com a Agência Internacional de Energias Renováveis ​​(IRENA), a energia eólica emprega atualmente mais de 1,2 milhões de pessoas e o número de empregos verdes continua a crescer.

O Parque Eólico de Espiga localiza-se na zona Norte de Portugal Continental, na serra de Espiga, concelho de Caminha, no monte de Santo Antão, freguesia de Vilarelho, distrito de Viana do Castelo. O parque é constituído por 3 aerogeradores com a potência unitária de 2 MW, ligados ao Posto de Corte por meio de cabos elétricos subterrâneos e posteriormente ligado à subestação da REN por linha aérea. O parque está desenvolvido em cerca de 3.600 ml de acessos. Foram ainda executados cerca de 4.800 ml de drenagens longitudinais, 48 unidades de drenagens transversais e uma área de recuperação ambiental na ordem dos 9.500 m2. Além da execução de um posto de corte, foram executados 1.200 ml de valas de cabos, bem como 3 plataformas com cerca de 1.400 m2 cada uma, para apoio à montagem dos aerogeradores. Foram utilizados cerca de 1.000 m3 de betão, 99 ton de aço e 7.800 m3 de ABGE.

 
Saber mais através do link https://dstsa.pt/portfolio/parque-eolico-de-espiga/

 

A influência do sol e da sua energia - Visita de estudo às estufas de São Brás

Ao longo do desenvolvimento do projeto e para compreender melhor a influência do sol e da sua energia os alunos e escola desenvolveram algumas atividades entre as quais se destacam  visita de estudo às estufas de São Brás (localizadas em Vila Praia de Âncora e que se dedica à produção de flores) e a horta biológica na escola envolvendo as famílias.










Alunos explicam às famílias como se lê a fatura da eletricidade e do gás natural

Os alunos em casa, observaram as suas faturas de eletricidade e explicaram às famílias a importância da leitura atenta desse documento.

Como ler a fatura da eletricidade e gás natural?

Nesta altura do projeto, uma questão surge na mente dos alunos “De onde vem a energia que dá vida a Vila Praia de Âncora?”. Para responde a esta questão foi analisada uma fatura de eletricidade na sala de aula.


Como ler a fatura da eletricidade e gás natural?

Na 1.ª página da fatura destacam-se os valores devidos por cada componente energética acordada, serviços adicionais (caso os tenha), taxas e impostos, bem como fornecer valores numéricos.

Na 2.ª página encontram-se informações de facturamento, explicação do consumo total faturado e textos explicativos sobre as taxas e impostos a serem pagos.

A última página possui uma área ilustrativa sobre eficiência energética com o histórico de consumo, gráfico que explica a origem da energia e os dados para o pagamento.

Que taxas, impostos e contribuições são cobrados e o que são?

As taxas, impostos e contribuições aplicados à componente eletricidade são:
Imposto Especial de Consumo de Eletricidade (IEC)
O Imposto Especial de Consumo de Eletricidade (IEC) integrado na subcategoria de imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) é pago ao Estado. Este imposto foi criado em 2013 e é composto por um termo variável a aplicar ao consumo de gás natural. A taxa para a eletricidade em Portugal Continental está fixa em 0,001 € por kWh.
Taxa de Exploração Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG)
A Taxa de Exploração da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) corresponde à taxa de utilização e exploração das instalações elétricas e é paga ao Estado. É uma taxa fixa cujo valor é determinado pela Direção-Geral de Energia e Geologia.
Contribuição para o Audiovisual (CAV)
A Contribuição para o Audiovisual destina-se a financiar o serviço público de radiodifusão e de televisão, sendo entregue à Autoridade Tributária e Aduaneira que posteriormente a entregará à Rádio e Televisão de Portugal, S.A. Esta contribuição tem um valor mensal de 2,85 € + IVA (6%).
Redução do IVA para 6% Componente Fixa
De acordo com o Decreto-Lei n.º 60/2019 publicado em 13.05.2019 foi determinada a aplicação da taxa reduzida do IVA de 6% à “componente fixa das tarifas de acesso às redes nos fornecimentos de eletricidade, correspondentes a uma potência contratada que não ultrapasse os 3,45 kVA, e nos fornecimentos de gás natural, correspondentes a consumos em baixa pressão que não ultrapassem os 10.000m3 anuais”.

As taxas e impostos aplicados à componente gás natural são:

Imposto Especial de Consumo de Gás Natural Combustível (IEC)
O Imposto Especial de Consumo de Gás Natural Combustível (IEC) integrado na subcategoria de imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) é pago ao Estado. Este imposto foi criado em 2013 e é composto por um termo variável a aplicar ao consumo de gás natural. O valor da taxa para 2020 equivale a 0,00589 € por kWh.
Taxa de Ocupação do Subsolo (TOS)
A Taxa de Ocupação do Subsolo (TOS) corresponde à taxa de utilização e aproveitamento do domínio público e privado municipal. É definida por cada município e deve ser paga pelos seus consumidores de gás natural. Esta taxa é composta por um termo variável, aplicado sobre o consumo de gás natural (kWh) e por um termo fixo, aplicado sobre o número de dias do período de faturação.
Redução do IVA para 6%
De acordo com o Decreto-Lei n.º 60/2019 publicado em 13.05.2019 foi determinada a aplicação da taxa reduzida do IVA de 6% à “componente fixa das tarifas de acesso às redes nos fornecimentos de eletricidade, correspondentes a uma potência contratada que não ultrapasse os 3,45 kVA, e nos fornecimentos de gás natural, correspondentes a consumos em baixa pressão que não ultrapassem os 10.000m3 anuais”
Ainda de acordo com o mesmo Decreto-Lei, “os montantes variáveis a pagar em função do consumo e as componentes fixas dos fornecimentos de eletricidade cuja potência ultrapasse 3,45kVA e dos fornecimentos de gás natural em baixa pressão que ultrapassem 10.000m3 anuais continuam a ser tributados à taxa normal de IVA de 23%”.

Aulas de campo com observação direta das diferentes formas de energia

Hoje, convivemos com diferentes formas de energia que utilizamos no nosso dia a dia. Nas nossas ruas, casas, escola temos lâmpadas, computadores, frigoríficos, televisões, baterias… todos precisam de energia para funcionar. Um papagaio de papel no ar utiliza a energia do vento, uma panela no fogão utiliza a energia do fogo para cozinhar alimentos, uma criança a correr utiliza a energia dos alimentos que ingere, uma televisão utiliza eletricidade quando assistimos a um documentário, a maioria dos automóveis a andar utiliza energia dos combustíveis fósseis... Portanto, basta estarmos atentos ao dia a dia, para encontramos formas de utilizar a energia, como, por exemplo, quando tomamos banho quente, utilizamos energia para aquecer a água, seja a energia elétrica, o gás natural ou a energia solar. Através da observação direta, em aulas de campo, os alunos perceberam que existem diferentes formas de energia ao seu redor e entenderam a definição de energia no dicionário: “energia é a capacidade de um sistema realizar trabalho”. “Trabalho” significa movimento, rotação, transformação.


Conversas com o Prof. Paulo Bento na Biblioteca Escolar

No dia 30 de janeiro, o professor de História e coordenador da nossa Biblioteca Escolar, Paulo Bento, deslocou-se à Biblioteca Escolar da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora para falar sobre a toponímia de Vila Praia de Âncora aos alunos das turmas envolvidas no projeto NEPSO "@amar Vila Praia de Âncora, cem anos de elevação a vila", Vila Praia de Âncora, um olhar sobre as ruas onde moramos.
Paulo Bento começou por se apresentar como professor de História, historiador e escritor de vários livros sobre a história do concelho.
Deu a conhecer que há obras sobre as ruas das duas vilas, Caminha e Vila Praia de Âncora, a primeira realizada pelo professor Paulo Bento e a segunda por Domingos Vasconcelos que, por motivos de saúde, não pôde estar presente.
Referiu que Caminha tem 55 ruas mas que Vila Praia tem muitas mais, deixando como TPC os alunos descobrirem quantas ruas estão nomeadas em Vila Praia de Âncora.
No âmbito da comemoração do centenário de elevação de Praia de Âncora a Vila, falou da origem do nome de Vila Praia de Âncora. Destacou o papel que Vila Praia de Âncora teve na implantação da República, das grandes figuras da Vila, com destaque para as três gerações da família Ramos Pereira.
Disse que não é por acaso que Vila Praia de Âncora tem 15 ruas relacionadas com a República e 6 com o 25 de abril.
A palestra desenvolveu-se com um bom ritmo onde os alunos puderam colocar questões e tiveram oportunidade para se identificarem como morador nessa ou naquela rua nomeada por Paulo Bento.

Um bocadinho sobre o nosso querido professor Paulo Bento
Licenciado em História pela Universidade do Porto e Mestre em Educação pela Universidade do Minho, é professor de História e bibliotecário na Escola Básica e Secundária de Caminha. É autor, entre outras, das monografias "José Porto (1883-1965). Desvendando o arquiteto de Vilar de Mouros" (2003), "Flausino Torres (1906-1974). Documentos e Fragmentos Biográficos de um Intelectual Antifascista" (2006), "Ruas de Caminha. Toponímia e História da Vila da Foz do Minho" (2009), "Da Monarquia à República no concelho de Caminha. Crónica política (1906-1913)" (2010), "Do Coura se fez Luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)" (2012), "História Nossa. Crónicas de tempos passados por terras de Caminha e Âncora" (2015) e "República em Tumulto. O concelho de Caminha nos anos da Grande Guerra, de Sidónio à Monarquia do Norte e da Pneumónica (1914-1919)".

Os nossos agradecimentos ao professor Paulo Bento.

Inauguração da árvore "As Ruas onde Moramos"

Para assinalar esta quadra natalícia que agora começa, no final da tarde do dia 4 de dezembro, os alunos do 4.ºano e o 6.ºC assinalaram mais um momento especial neste projeto que faz parte da sua caminhada como estudantes, o NEPSO (Nossa Escola Pesquisa a Sua Opinião). Este ano o tema do estudo “@MAR Vila Praia de Âncora, um olhar sobre as nossas ruas”.
A cerimónia começou com o agradecimento da presença de toda a comunidade educativa, as nossas famílias, associação de pais, Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Município de Caminha e direção do nosso querido Agrupamento.

A inauguração a iluminação de uma árvore especial alusiva às ruas, foi feita com a colaboração do Clube de Música, acompanhado pela professora Manuela Moura, que apresentou “Gontinhães”, obra do compositor Rudesindo Soutelo.

Ao longo dos tempos, muitos escritores conhecidos e menos conhecidos dedicaram a sua escrita às ruas. Os alunos convidaram os presentes a escutar a declamação de alguns desses poemas.

Houve, também lugar para um agradecimento muito especial ao compositor Rudesindo Soutelo e ao escritor do livro “Toponímia de Vila Praia de Âncora”, Domingos Manuel de Paula e Vasconcelos.

Para finalizar, os alunos convidaram os presentes a escrever o seu sonho no placar e em troca receberam um sonho delicioso confecionado pelo cantina.



No final, em coro, os jovens estudantes deixaram a seguinte mensagem "Não se esqueçam, nós somos fruto da sociedade,  as ruas contam a nossa história e a dos outros!"


As turmas envolvidas agradecem do fundo do coração💚 a todos e todas que tornaram estes momentos possíveis. 


EB/S do Vale do Âncora obtêm o 1ºLugar no Projeto Rato de Biblioteca, promovido pela Fundação Vox Populi, com o tema “@mar Vila Praia de Âncora, a energia que lhe dá vida”

A Educação é um dos pilares estruturantes no progresso da sociedade e estratégicos de desenvolvimento, assim, o Agrupamento de Escolas do Co...